Existem várias formas de se ver um caminho. De entendê-lo. E, existem vários tipos de pessoas e cada uma enxerga do seu jeito.
Você tem uma pessoa que passa todo dia pela mesma estrada. Sobe o monte, e reclama da subida. Passa pela ponte e esbraveja sobre o quão velha é aquela ponte. Na passagem de pedras xinga a dificuldade e o risco de passar por ali. Ouve os mesmos pássaros cantando e reclama: sempre a mesma coisa.
E tem outro que sobe o monte e não pensa em nada. Passa pela ponte sem nunca ter notado-a ou olhado para baixo. Nas pedras, avança rápido e nem se importa se esbarra em alguma. Que nunca nem prestou atenção no canto dos pássaros.
Tem aquele que sempre tenta fazer um caminho diferente. Um dia sobe um monte por outro lado. Deseja que ouvesse outras pontes. Evita o caminho das pedras, por vezes indo através de atalhos frustros. E sempre querendo ouvir um canto diferente.
E, finalmente, tem aquele que sobe o monte admirando a subida, olhando as plantas que crescem ao redor do monte. Atravessa a ponte admirando sua imponência, olhando para a queda logo abaixo e suspirando. Atravessa a passagem de pedras se orgulhando por vencer o obstáculo. E, todos os dias, se emociona com o canto daquele mesmo pássaro.
E não adianta convencer um ou o outro à ver de outra forma. Cada um é o que é e leva a vida da forma que consegue. E o que cabe, à eles é entender e respeitar o modo como os outros vivem e trilham seus caminhos todos os dias.
(Elson Marques Jr.)

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